segunda-feira, 19 de março de 2012

A formalidade inglesa

Pronomes de tratamento da língua inglesa sao amplamente utilizados no Reino Unido. Especialmente quando nos dirigimos a pessoas desconhecidas, ingleses e inglesas, mais velhos ou não. Para um Britânico nativo, chega a ser ofensivo chamá-lo pelo primeiro nome, informalmente, se não for por um conhecido ou familiar. Tratamento para com clientes, pessoas mais velhas, ingleses no geral, deve-se usar os tais pronomes:


Mr (míster) – forma de dirigir-se a homens de forma geral, usado antes de um sobrenome ou de um nome completo, nunca antes do primeiro nome. Exemplo: Mr Smith ou Mr John Smith, mas nunca Mr John (incorreto gramaticalmente)
Mrs (mísses) – para dirigir-se a qualquer mulher casada, mesma regra do equivalente masculino. Exemplo: Mrs Smith ou Mrs Anne Smith, mas nunca Mrs Anne.


Miss (mís – pronúncia mais curta com “i” forte) – formalidade para senhoritas, jovens ou mais velhas, solteiras.


Ms (miiis – pronúncia mais longa do “i”) – para usar antes de sobrenomes ou nomes completos, independentemente do estado civil da mulher. Forma neutra para Mrs e Miss.


Sir (sâr – com o “a” grave) – forma respeitosa de se dirigir a um homem, ou para iniciar-se uma carta formal. Exemplos: Good morning, sir (pessoalmente); Dear Sir (por carta). Ainda é um título de nobreza conferido pela rainha a homens que se destacam nacionalmente ou que levam a imagem do Reino Unido positivamente pelo mundo. Exemplo: Sir Paul McCartney, Sir Isaac Newton, Sir Jackie Stewart.


Madam (mádam) – forma respeitosa de se dirigir a uma mulher mais velha ou casada, pessoalmente ou por carta. A palavra é originaria do francês (ma dame – ou my lady, em inglês). É o pronome de tratamento para clientes em salões de beleza, lojas, restaurantes etc...


Lady (lêidi) – formalidade para mulheres soltieras. Também é uma forma de tratamento de nobres, por exemplo: Lady Diana, Lady Jane, Lady Sarah Fergusson.


Gentleman (plural gentlemen) – para dirigir-se a homens das altas posições sociais de forma educada. Também para dirigir-se a clientes formalmente.


E para se dirigir a seus amigos ingleses, convidar pra um pub, ir a uma festa, falar de futebol, qualquer coversa não-séria, aí estão algumas informalidades mais comuns:


Para eles: Boys, Chaps, Bloke/Blokes, Mate, Man, Lad/Lads (para colegas de trabalho), Fellows;


Para elas: Girls, Chicks, Missy (sempre no singular), Lassie;


Sem gênero: Guy/Guys, Folks (sempre no plural), My friend.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novos ônibus em circulação

Inspirado no antigo routemaster, entrou em circulação este ano o novo ônibus urbano de Londres. Por enquanto apenas a linha 38 de Hackney a Victoria, passando por Piccadilly Circus está operando com o novo veículo.

O ônibus é mais estreito – planejado especialmente para as ruas londrinas; e mais longo – em razão do design, possui duas escadas. Há três portas equipadas com o sensor do Oyster Card para o pagamento da tarifa, e o acesso pode ser por qualquer uma delas.

A mesma tecnologia híbrida já existente nos atuais ônibus substitui os combustíveis poluentes – para o bem dos habitantes.

O visual externo é diferente, vejam as fotos do site e o video do novo veículo em circulação.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

South Bank

Um passeio bem legal em Londres é explorar as várias atrações pela margem sul (south bank) do Thames. E um programa de um dia inteiro, já que o caminho é longo, mas vale a pena.

O roteiro pode começar na Trafalgar Square, centro da capital. O ônibus número 15 (antigo routemaster), parte em frente à estação de Charing Cross e leva cerca de 20 minutos até a estação de Tower Hill, passando pela Royal Court of Justice, as ruas estreitas da City of London, St. Paul’s Cathedral e termina o trajeto em frente ao castelo (Tower of London).

Routmaster nº 15

Tower of London

O castelo é bem interessante de se visitar, no entanto seria uma visita de quase um dia. É uma aula de história repleta de reis, rainhas, enforcamentos, masmorras, criminosos etc... Mas voltemos ao nosso roteiro: dando a volta no castelo em direção ao Thames chega-se até a Tower Bridge (aquela com duas torres, cenário de diversos filmes). A ponte foi inaugurada em 1894, mas sua forma atual é de 100 anos depois, quando foi reformada.


Atravessando a ponte chegamos à margem sul. Caminhando para a direita tem-se uma visão da City of London – o centro financeiro da cidade e do castelo. O trajeto a partir daí pode levar em torno de 1 hora ou mais, depende de quantas paradas se faz para fotografar ou descansar.

Tower Bridge

A primeira atração do outro lado do rio é o City Hall (prefeitura de Londres), um prédio pós-moderno, arredondado, quase todo de vidro. Em seguida o HMS Belfast, navio da Segunda Guerra Mundial transformado em museu, aberto a visitação. O próximo ponto de interesse é a Hay’s Galleria: um antigo atracadouro de barcos (wharf) que há cerca de 30 anos abriga diversas lojas, cafés, lanchonetes e uma escultura localizada no interior da galeria em homenagem aos grandes navegadores ingleses.

A partir deste ponto, há um trecho que não é possível seguir pela margem do rio. Entrando para a esquerda até uma avenida pode-se ver a estação de London Bridge. No mesmo quarteirão está o museu da Segunda Guerra e o London Dungeon (atração de terror infantil). Cruzamos a High Street/London Bridge e caminhamos uns 30 metros para a esquerda, até uma escada que desce até o pátio da Southwark Cathedral (anglicana), construída no século XI.

Saindo da área da catedral pelo outro portão, à esquerda, nos deparamos com o Borough Market, existente há quase 300 anos: uma feira da região de Southwark que funciona de quinta a sábado para o público geral e de segunda a sexta somente para comerciantes (vendas por atacado). Da catedral saindo à direita, chegamos até um atracadouro onde está o galeão inglês Golden Hind, que pertenceu a Sir Francis Drake no século XVI, explorador da América do Sul a mando da rainha Elizabeth I. O interior do barco pode ser visitado, ótima opção para crianças.

Seguindo nosso roteiro por uma antiga rua de pedra, a famosa Clink Street, onde funcionava uma antiga prisão do século XII ao XVIII. Há lojas e museus relacionados ao presídio e à tortura. Ao final da rua voltamos à margem do Thames em frente ao histórico pub The Anchor. Daí passamos sob a Southwark Bridge e mais uns poucos passos até o Shakespeare’s Globe, reconstrução da década de 1970 do teatro original pertencente a William Shakespeare no fim do século XVI. Neste teatro são representadas peças como Hamlet, Romeu e Julieta, O Mercador de Veneza entre outras. São espetáculos com aproximadamente 4 horas de duração, mas o mais interessante é que o interior do teatro foi reconstruído conforme a época.

The Anchor
The Globe

Após a paradinha no teatro, chegamos a Millenium Bridge, ponte para travessia de pedestres, inaugurada em 2000. Ao lado da ponte está o Tate Modern, museu de arte moderna, com salas enormes recheadas com obras dos grandes nomes da arte do século XX (Miró, Picasso, Warhol etc...). A entrada no museu não é cobrada (como a maioria dos museus de Londres). Há um café no quarto pavimento com uma sacada com vista para a St. Paul’s Cathedral, vale a pena ir até lá para conferir. O museu abre diariamente até as 21:30; aos domingos fecha mais cedo.

Vista do Tate Modern

Quase ao lado, indo pela calçada chamada Queens Walk, há um pub chamado Founders Arms, com área externa para sentar, ótima opção com vista para o rio Thames mesmo no inverno onde são disponibilizados cobertores para os clientes além de aquecedores a gás para espantar o frio. Para terminar o passeio por south bank, a sugestão é atravessar a Millenium Bridge de volta à margem norte, até a lateral da St. Paul’s, com várias alternativas de transporte para Central London.

St. Paul's Cathedral

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

English Breakfast

Para nós brasileiros parece no mínimo estranho a primeira vez que vemos alguém saboreando um Full English Breakfast as 7 horas da manhã. A quantidade de comida ultra-calórica e com alto teor de gordura contido num prato desses definitivamente não faz parte do nosso cardápio diário; somos acostumados a um café da manhã mais leve e saudável, com pães, geléias, queijo, café com leite e cereais.

O tradicional English Breakfast é servido com ovos, bacon, salsicha de porco (pork sausage), cogumelo (mushroom), tomate grelhado (grilled tomato), batata e feijão cozido (baked beans). Há variações na apresentação dos ingredientes, por exemplo a escolha do ovo: frito (fried eggs), mexido (scrambled eggs), cozido (boiled eggs) ou cozido sem casca (poached eggs). A batata pode ser frita em cubos, palitos ou uma espécie de bolinho prensado: o hash brown. O feijão servido não parece em nada com o nosso “preferência nacional”: é avermelhado, levemente doce e vem pronto enlatado. Em alguns pubs e hotéis ainda faz parte do prato uma fatia de black pudding, outra iguaria de porco que lembra a nossa morcilha preta.

Dá uma olhada na foto pra abrir o apetite. Vai encarar?


O prato é servido com duas fatias de pão torrado (toasts), manteiga e geléia de laranja com pedaços de casca (marmalade) que vale como sobremesa. Acompanha uma xícara de chá preto (english breakfast tea) adicionando-se um pouco de leite frio (a splash of milk). Adoce a gosto.

Pronto. Quando vier a Londres vá ao pub local e ordene seu Traditional Full English Breakfast with a cup of tea. Enjoy it!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sua Majestade a Rainha

Podemos ver a importante reverência à Rainha Elizabeth II em nomes das companhias públicas, etiquetas de produtos e nos símbolos nacionais.


HMS – Her Majesty’s Ship (todos navios de Guerra britânicos levam as inicias HM): HMS Belfast, HMS Queen Elizabeth, etc...


HMRC – Her Majesty’s Revenue & Customs (órgão de arrecadação real, equivalente à Receita Federal brasileira).


HM Government – Representação burocrática real junto ao parlamento.


HMSO – Her Majesty’s Stationery Office (arquivo nacional, onde estão catalogados todos os documentos oficiais da história da Grã-Bretanha).


No caso de o sucessor ao trono ser coroado rei, HM significaria His Majesty’s (para Ele).


Outra marca curiosa são etiquetas de produtos Made in England e até em alguns fabricados fora do país, como por exemplo, bebidas, chás, geléias, roupas etc... Quando há um brasão de autenticação, chamado de Royal Warrant, da família real estampado no tal produto escrito “By Appointment to Her Majesty the Queen”, significa que aquele produto foi experimentado, aprovado e recomendado pela rainha da Inglaterra e que é consumido pela família real.
Whiskey


Botas










Selo nacional
A mítica em torno da rainha esta presente também no hino nacional (God Save the Queen – Deus salve a Rainha). No caso de moedas, ex-colonias inglesas como Canadá, Austrália e diversos outros países pelos quatro cantos do mundo, levam ainda o perfil da rainha Elizabeth II, em sinal de respeito por seu ex-governante. Já em selos, apenas o Reino Unido mantém o perfil da Rainha, ex-colonias ja não utilizam mais a imagem há alguns anos.


Australian dollar

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Ano do Dragão

A chegada do ano de 4710 pelo calendário chinês foi celebrado no dia 23 de janeiro. O fim do ano do Coelho e o início do ano do Dragão na cultura milenar do oriente foi comemorado em várias partes do mundo onde é grande a presença de chineses e descendentes.

Em Londres no último domingo dia 29, a área central da cidade foi o palco de centenas de manifestações culturais tradicionais da China e a oportunidade de saborear a variada culinária local (menus especiais em restaurantes ou nas barraquinhas), principalmente nas imediações de Chinatown (entre Piccadilly Circus e Leicester Square) e na Trafalgar Square. As principais atrações são a decoração toda em vermelho e amarelo (cores do dragão chinês), a presença de acrobatas e a famosa Dança do Dragão – um show de movimento, cores e equilibrio.
Feliz ano novo chinês a todos! Gong Xi Fa Cai.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pé na estrada

Londres foi durante o século XIX e parte do XX a capital do mundo em termos econômicos, políticos, comerciais, cientificos e culturais. Atualmente, apesar desse status um pouco em baixa, a cidade ainda é o melhor ponto de partida para explorar vários destinos turísticos não só pela Europa mas por todos os continentes. Daqui descobrimos como o mundo é pequeno e as distâncias são curtas.

A facilidade para deslocar-se sobre trilhos, passagens aéreas de baixíssimo custo, infraestrutura de portos e aeroportos, grande oferta de acomodação, o idioma, a organização, a pontualidade e a moeda local (pound sterling) mais valorizada que o euro ou outra qualquer, são os pricncipais fatores para Londres ser considerada o marco zero não so pelo meridiano inicial (Greenwich) cortar a cidade, mas também para viajar por todo Velho Continente.


Planejar uma viagem com meses de antecedência tem suas vantagens como tickets mais baratos (nao parcelados, tudo se paga à vista por aqui). As duas principais companhias aéreas de baixo custo são a Ryanair e a EasyJet: os bookings de vôos somente podem ser feitos online. Os preços praticados por estas empresas são alterados quase que diariamente nos websites, então a dica é ficar de olho pra não perder as melhores promoções em questão de horas. Há outras companhias de baixo custo que voam por menos destinos como a Monarch, a Spanair, AirEuropa, AirBerlin etc... A desvantagem de voar com este tipo de companhia é que algumas delas cobram taxa por peça de bagagem despachada, ou seja, sua amiga mala pode sair mais cara que você mesmo!


Mas antes de se aventurar pelos céus europeus, note que os aeroportos por aqui, diferentemente do Brasil, não localizam-se próximos a áreas urbanas. Então deve-se sempre calcular valores e tempo de viagem incluindo vôo e deslocamento cidade-aeroporto: muitas vezes sai mais em conta pegar um trem para todo o percurso. Por exemplo, do centro de Londres ao centro de Paris são 2 horas de trem; de avião, incluindo tempo de espera no aeroporto, leva-se em média 6 horas!


Outra vantagem da antecedência é a disponibilidade em hotéis, hostels e guest houses. Esta última opção é muito comum na Europa: uma casa ou apartamento onde o proprietário aluga quartos a turistas, geralmente com acesso às facilidades da cozinha e à internet. O equivalente a hostel no Brasil seriam os albergues: na Europa há milhares deles, desde os mais baratos, que se divide quarto com dezenas de outros jovens, até os mais caros que oferecem até piscina e academia e serviço similar ou até melhor que em muitos hotéis.


Quanto a outros continentes, norte da África é logo ali, o Oriente Médio está a seis horas de vôo, Estados Unidos e Caribe a seis ou sete horas também. Companhias aéreas de várias (ou todas) nacionalidades possuem escalas diárias e vôos diretos nos cinco aeroportos de Londres. Também por isso os preços são mais acessíveis para voar por todo o mundo.


Para quem gosta de dirigir, esqueça. Quem viaja pelas antigas cidades da Europa pode passar horas procurando vagas de estacionamento e quando encontra o valor a pagar é absurdo. Melhor opção para deslocamento em grandes cidades (Paris, Roma, Berlim, Barcelona etc...) é o metrô; pelas pequenas cidades uma acomodação centralizada ajuda na hora de explorar as atrações locais. Se o roteiro incluir grandes cidades asiáticas e africanas (Dubai, Bangcoc, Cairo etc...), lembre-se de que leis de trânsito são inexistentes, e a preferência é sempre do maior!