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domingo, 22 de abril de 2012

Básico de Londres para turistas

Esta cidade é enorme, sem limites; e com tantas atrações fica difícil selecionar o que ver em somente 2 ou 3 dias. Mesmo vivendo aqui há quase 8 anos, ainda descobrimos coisas diferentes e novos caminhos por esta metrópole. Neste post, uma ajudinha aos turistas: fotos de lugares imperdíveis de Londres, que ninguém deixa de ir mesmo quando está aqui apenas por poucos dias. Parece muito, mas o deslocamento entre os locais não é tão distante assim, e tudo pode ser visto com calma. Com um pouco mais de tempo disponível, pode-se explorar mais a fundo a capital inglesa.

Italian Gardens, Hyde Park

Trafalgar Square

Troca da Guarda

Camden Town

Tower Bridge

Houses of Parliament (Westminster Palace) e o Big Ben

Buckingham Palace

Horse Parade

Portobello Market/Notting Hill (sábados)

Harrod's

Covent garden

London Eye

Westminster Abbey

Antigo Pub

Piccadilly Circus

Catedral de St. Paul's

Torre de Londres/Castelo

Antigo Routemaster

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Cutty Sark

Construído em 1869, o clipper (veleiro) Cutty Sark era utilizado no transporte de chá da China para a Grã-Bretanha. É um dos símbolos da Era Vitoriana, quando a Inglaterra dominava os mares e era a maior potência econômica e militar do mundo. Mas ao fim do século XIX, os clippers foram substituídos pelos barcos a vapor para o comércio de chá, por estes serem mais rápidos e mais resistentes às intempéries.

Após não operar por cerca de vinte anos, o Cutty Sark foi reformado e transformado em navio de passeio na Cidade do Cabo, na África do Sul. Em 1954 foi trazido para Londres e aportado em uma doca seca em Greenwich e alguns anos depois foi transformado em barco-museu. Em 2007, o Cutty Sark estava sendo reformado quando um incêndio acidental destruiu toda a embaracação.

Agora, depois de reconstruído, o barco de 64 metros de comprimento e 900 toneladas, está sendo reinaugurado no dia 26 deste mês para visitação na bela área de Greenwich. Mais uma atração turística para a cidade das Olimpíadas 2012. Abaixo, o vídeo promocional.

terça-feira, 10 de abril de 2012

As Placas Azuis

Quem anda por Londres – principalmente na área central, percebe em várias casas e prédios algumas placas azuis afixadas nas fachadas. Nestas placas (blue plaques, em inglês) está gravado o nome de alguma personalidade (publicamente conhecida), sua ocupação (ou pelo que ficou conhecido) e o período que residiu/trabalhou naquele local. Alguns mundialmente famosos, outros nem tanto, mas que tiveram importância para a comunidade local: políticos, artistas, religiosos, militares etc...  Aqui postei algumas fotos destas placas, com suas respectivas localizações e links para o google maps.


Gower Street, Bloomsbury - WC1E 6BT


23 Brook Street, Mayfair - W1K 4HA

28 Hyde Park Gate, Kensington - SW7 5DJ

Powis Road, Bromley-by-Bow - E3 3HJ

34 Ridgmount Gardens, Bloomsbury - WC1E 7AS

34 Montagu Square, Marylebone - W1H 2LJ

87 Hackford Road, Lambeth - SW9 0RE


































































O English Heritage é a instituição official que promove o patrimônio histórico da Inglaterra. Não somente em relação às placas azuis, mas toda a história do país como castelos, construções antigas, parques e jardins, aspectos culturais em geral.

29 Fitzroy Square, Fitzrovia - W1T 5LP

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

South Bank

Um passeio bem legal em Londres é explorar as várias atrações pela margem sul (south bank) do Thames. E um programa de um dia inteiro, já que o caminho é longo, mas vale a pena.

O roteiro pode começar na Trafalgar Square, centro da capital. O ônibus número 15 (antigo routemaster), parte em frente à estação de Charing Cross e leva cerca de 20 minutos até a estação de Tower Hill, passando pela Royal Court of Justice, as ruas estreitas da City of London, St. Paul’s Cathedral e termina o trajeto em frente ao castelo (Tower of London).

Routmaster nº 15

Tower of London

O castelo é bem interessante de se visitar, no entanto seria uma visita de quase um dia. É uma aula de história repleta de reis, rainhas, enforcamentos, masmorras, criminosos etc... Mas voltemos ao nosso roteiro: dando a volta no castelo em direção ao Thames chega-se até a Tower Bridge (aquela com duas torres, cenário de diversos filmes). A ponte foi inaugurada em 1894, mas sua forma atual é de 100 anos depois, quando foi reformada.


Atravessando a ponte chegamos à margem sul. Caminhando para a direita tem-se uma visão da City of London – o centro financeiro da cidade e do castelo. O trajeto a partir daí pode levar em torno de 1 hora ou mais, depende de quantas paradas se faz para fotografar ou descansar.

Tower Bridge

A primeira atração do outro lado do rio é o City Hall (prefeitura de Londres), um prédio pós-moderno, arredondado, quase todo de vidro. Em seguida o HMS Belfast, navio da Segunda Guerra Mundial transformado em museu, aberto a visitação. O próximo ponto de interesse é a Hay’s Galleria: um antigo atracadouro de barcos (wharf) que há cerca de 30 anos abriga diversas lojas, cafés, lanchonetes e uma escultura localizada no interior da galeria em homenagem aos grandes navegadores ingleses.

A partir deste ponto, há um trecho que não é possível seguir pela margem do rio. Entrando para a esquerda até uma avenida pode-se ver a estação de London Bridge. No mesmo quarteirão está o museu da Segunda Guerra e o London Dungeon (atração de terror infantil). Cruzamos a High Street/London Bridge e caminhamos uns 30 metros para a esquerda, até uma escada que desce até o pátio da Southwark Cathedral (anglicana), construída no século XI.

Saindo da área da catedral pelo outro portão, à esquerda, nos deparamos com o Borough Market, existente há quase 300 anos: uma feira da região de Southwark que funciona de quinta a sábado para o público geral e de segunda a sexta somente para comerciantes (vendas por atacado). Da catedral saindo à direita, chegamos até um atracadouro onde está o galeão inglês Golden Hind, que pertenceu a Sir Francis Drake no século XVI, explorador da América do Sul a mando da rainha Elizabeth I. O interior do barco pode ser visitado, ótima opção para crianças.

Seguindo nosso roteiro por uma antiga rua de pedra, a famosa Clink Street, onde funcionava uma antiga prisão do século XII ao XVIII. Há lojas e museus relacionados ao presídio e à tortura. Ao final da rua voltamos à margem do Thames em frente ao histórico pub The Anchor. Daí passamos sob a Southwark Bridge e mais uns poucos passos até o Shakespeare’s Globe, reconstrução da década de 1970 do teatro original pertencente a William Shakespeare no fim do século XVI. Neste teatro são representadas peças como Hamlet, Romeu e Julieta, O Mercador de Veneza entre outras. São espetáculos com aproximadamente 4 horas de duração, mas o mais interessante é que o interior do teatro foi reconstruído conforme a época.

The Anchor
The Globe

Após a paradinha no teatro, chegamos a Millenium Bridge, ponte para travessia de pedestres, inaugurada em 2000. Ao lado da ponte está o Tate Modern, museu de arte moderna, com salas enormes recheadas com obras dos grandes nomes da arte do século XX (Miró, Picasso, Warhol etc...). A entrada no museu não é cobrada (como a maioria dos museus de Londres). Há um café no quarto pavimento com uma sacada com vista para a St. Paul’s Cathedral, vale a pena ir até lá para conferir. O museu abre diariamente até as 21:30; aos domingos fecha mais cedo.

Vista do Tate Modern

Quase ao lado, indo pela calçada chamada Queens Walk, há um pub chamado Founders Arms, com área externa para sentar, ótima opção com vista para o rio Thames mesmo no inverno onde são disponibilizados cobertores para os clientes além de aquecedores a gás para espantar o frio. Para terminar o passeio por south bank, a sugestão é atravessar a Millenium Bridge de volta à margem norte, até a lateral da St. Paul’s, com várias alternativas de transporte para Central London.

St. Paul's Cathedral

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pé na estrada

Londres foi durante o século XIX e parte do XX a capital do mundo em termos econômicos, políticos, comerciais, cientificos e culturais. Atualmente, apesar desse status um pouco em baixa, a cidade ainda é o melhor ponto de partida para explorar vários destinos turísticos não só pela Europa mas por todos os continentes. Daqui descobrimos como o mundo é pequeno e as distâncias são curtas.

A facilidade para deslocar-se sobre trilhos, passagens aéreas de baixíssimo custo, infraestrutura de portos e aeroportos, grande oferta de acomodação, o idioma, a organização, a pontualidade e a moeda local (pound sterling) mais valorizada que o euro ou outra qualquer, são os pricncipais fatores para Londres ser considerada o marco zero não so pelo meridiano inicial (Greenwich) cortar a cidade, mas também para viajar por todo Velho Continente.


Planejar uma viagem com meses de antecedência tem suas vantagens como tickets mais baratos (nao parcelados, tudo se paga à vista por aqui). As duas principais companhias aéreas de baixo custo são a Ryanair e a EasyJet: os bookings de vôos somente podem ser feitos online. Os preços praticados por estas empresas são alterados quase que diariamente nos websites, então a dica é ficar de olho pra não perder as melhores promoções em questão de horas. Há outras companhias de baixo custo que voam por menos destinos como a Monarch, a Spanair, AirEuropa, AirBerlin etc... A desvantagem de voar com este tipo de companhia é que algumas delas cobram taxa por peça de bagagem despachada, ou seja, sua amiga mala pode sair mais cara que você mesmo!


Mas antes de se aventurar pelos céus europeus, note que os aeroportos por aqui, diferentemente do Brasil, não localizam-se próximos a áreas urbanas. Então deve-se sempre calcular valores e tempo de viagem incluindo vôo e deslocamento cidade-aeroporto: muitas vezes sai mais em conta pegar um trem para todo o percurso. Por exemplo, do centro de Londres ao centro de Paris são 2 horas de trem; de avião, incluindo tempo de espera no aeroporto, leva-se em média 6 horas!


Outra vantagem da antecedência é a disponibilidade em hotéis, hostels e guest houses. Esta última opção é muito comum na Europa: uma casa ou apartamento onde o proprietário aluga quartos a turistas, geralmente com acesso às facilidades da cozinha e à internet. O equivalente a hostel no Brasil seriam os albergues: na Europa há milhares deles, desde os mais baratos, que se divide quarto com dezenas de outros jovens, até os mais caros que oferecem até piscina e academia e serviço similar ou até melhor que em muitos hotéis.


Quanto a outros continentes, norte da África é logo ali, o Oriente Médio está a seis horas de vôo, Estados Unidos e Caribe a seis ou sete horas também. Companhias aéreas de várias (ou todas) nacionalidades possuem escalas diárias e vôos diretos nos cinco aeroportos de Londres. Também por isso os preços são mais acessíveis para voar por todo o mundo.


Para quem gosta de dirigir, esqueça. Quem viaja pelas antigas cidades da Europa pode passar horas procurando vagas de estacionamento e quando encontra o valor a pagar é absurdo. Melhor opção para deslocamento em grandes cidades (Paris, Roma, Berlim, Barcelona etc...) é o metrô; pelas pequenas cidades uma acomodação centralizada ajuda na hora de explorar as atrações locais. Se o roteiro incluir grandes cidades asiáticas e africanas (Dubai, Bangcoc, Cairo etc...), lembre-se de que leis de trânsito são inexistentes, e a preferência é sempre do maior!