quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pé na estrada

Londres foi durante o século XIX e parte do XX a capital do mundo em termos econômicos, políticos, comerciais, cientificos e culturais. Atualmente, apesar desse status um pouco em baixa, a cidade ainda é o melhor ponto de partida para explorar vários destinos turísticos não só pela Europa mas por todos os continentes. Daqui descobrimos como o mundo é pequeno e as distâncias são curtas.

A facilidade para deslocar-se sobre trilhos, passagens aéreas de baixíssimo custo, infraestrutura de portos e aeroportos, grande oferta de acomodação, o idioma, a organização, a pontualidade e a moeda local (pound sterling) mais valorizada que o euro ou outra qualquer, são os pricncipais fatores para Londres ser considerada o marco zero não so pelo meridiano inicial (Greenwich) cortar a cidade, mas também para viajar por todo Velho Continente.


Planejar uma viagem com meses de antecedência tem suas vantagens como tickets mais baratos (nao parcelados, tudo se paga à vista por aqui). As duas principais companhias aéreas de baixo custo são a Ryanair e a EasyJet: os bookings de vôos somente podem ser feitos online. Os preços praticados por estas empresas são alterados quase que diariamente nos websites, então a dica é ficar de olho pra não perder as melhores promoções em questão de horas. Há outras companhias de baixo custo que voam por menos destinos como a Monarch, a Spanair, AirEuropa, AirBerlin etc... A desvantagem de voar com este tipo de companhia é que algumas delas cobram taxa por peça de bagagem despachada, ou seja, sua amiga mala pode sair mais cara que você mesmo!


Mas antes de se aventurar pelos céus europeus, note que os aeroportos por aqui, diferentemente do Brasil, não localizam-se próximos a áreas urbanas. Então deve-se sempre calcular valores e tempo de viagem incluindo vôo e deslocamento cidade-aeroporto: muitas vezes sai mais em conta pegar um trem para todo o percurso. Por exemplo, do centro de Londres ao centro de Paris são 2 horas de trem; de avião, incluindo tempo de espera no aeroporto, leva-se em média 6 horas!


Outra vantagem da antecedência é a disponibilidade em hotéis, hostels e guest houses. Esta última opção é muito comum na Europa: uma casa ou apartamento onde o proprietário aluga quartos a turistas, geralmente com acesso às facilidades da cozinha e à internet. O equivalente a hostel no Brasil seriam os albergues: na Europa há milhares deles, desde os mais baratos, que se divide quarto com dezenas de outros jovens, até os mais caros que oferecem até piscina e academia e serviço similar ou até melhor que em muitos hotéis.


Quanto a outros continentes, norte da África é logo ali, o Oriente Médio está a seis horas de vôo, Estados Unidos e Caribe a seis ou sete horas também. Companhias aéreas de várias (ou todas) nacionalidades possuem escalas diárias e vôos diretos nos cinco aeroportos de Londres. Também por isso os preços são mais acessíveis para voar por todo o mundo.


Para quem gosta de dirigir, esqueça. Quem viaja pelas antigas cidades da Europa pode passar horas procurando vagas de estacionamento e quando encontra o valor a pagar é absurdo. Melhor opção para deslocamento em grandes cidades (Paris, Roma, Berlim, Barcelona etc...) é o metrô; pelas pequenas cidades uma acomodação centralizada ajuda na hora de explorar as atrações locais. Se o roteiro incluir grandes cidades asiáticas e africanas (Dubai, Bangcoc, Cairo etc...), lembre-se de que leis de trânsito são inexistentes, e a preferência é sempre do maior!

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