segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Royal Parks



Talvez Londres não seja a cidade mais verde da Europa, mas com certeza é a cidade que mais preserva parques e áreas verdes. Qualquer visitante fica impressionado com a diversidade de jardins, gramados e espécies que compõem a flora da capital inglesa.

Royal Parks é a instituição oficial que realiza a manutenção diária dos principais parques da cidade, deixando estas áreas limpas e bem conservadas.

Hyde Park
Quatro mil árvores espalhadas por 142 hectares, este parque estende-se de Kensington Gardens até a Park Lane (oeste a leste) e de Bayswater Road ate Knightsbridge (norte a sul). Foi construído em 1689 pelo rei Henry VIII para ser um parque de caça.



Atualmente, quadras de tênis, cafes, restaurantes, passeio de barco ou pedalinho pelo lago (Serpentine), dezenas de espécies de aves, o Memorial da Princesa Diana, Speaker’s Corner, entre outras atrações fazem parte deste que é um dos principais pontos de encontro de Londres.


Diana Princess of Wales Memorial
Entre Junho e Julho, uma imensa área do Hyde Park torna-se o palco de diversos shows de rock (Hyde Park Calling).


Entre Novembro e Janeiro, o Winter Wonderland é o maior evento no local: um parque de diversões com barracas de comida típica alemã e aresanato de artigos de inverno e Natal.










Underground: Queensway, Lancaster Gate, Marble Arch, Hyde Park Corner


Kensington Gardens
Vizinho ao Hyde Park, sua maior atração é o Kensington Palace – que foi moradia de vários integrantes da família real inglesa, inclusive da Princesa Diana. Além do palácio, uma galeria de arte, jardins, cafe, o memorial Principe Albert, o playground Diana e o Round Pond (lago repleto de aves aquáticas), fazem parte do que se tem pra ver e fazer neste parque.



The Regent’s Park
O parque com 166 hectares, localiza-se entre as áreas Central e Norte de Londres. Possui um imenso jardim real com mais de 30 mil rosas de 400 espécies variadas. Há centenas de hectares próprios para praticar esportes a céu aberto. O zoológico de Londres com quase 200 anos de existência também fica dentro do Regent’s Park.

Underground: Regent’s Park, Baker Street, Camden Town



St. James Park
Localizado bem em frente ao Palácio de Buckingham, também neste parque encontra-se uma grande diversidade de aves, como pelicanos, gansos, cisnes etc… A avenida que passa ao lado do St. James Park é por onde desfilam a guarda real e a cavalaria nas cerimônias reais.




Underground: St. James Park, Westminster



Green Park
Sem grandes atrações, este espaço verde repleto de árvores e ótima opção para caminhadas. Está localizado entre o Palácio de Buckingham e o Hyde Park e é o menor dos Royal Parks com apenas 19 hectares.


Underground: Green Park, Hyde Park Corner


Greenwich Park
O mais antigo dos Royal Parks, não se sabe ao certo a data da construção, mas pesquisas indicam que os romanos há quase 2 mil anos ja usufruiam da região como área de lazer. Este parque abriga o Royal Obstervatory e o Museu Marítimo, além de ser mundialmente conhecido pelo Meridiano Zero. A linha (GMT - Greenwich Meridien Time) passa exatamente por dentro do parque, que aos finais de semana recebe milhares de visitantes entre moradores da cidade e turistas. Do alto do morro pode-se avistar parte do Centro de Londres e o centro financeiro da cidade (Canary Wharf).





Greenwich Park

Um passeio de barco de 30 minutos, saindo do pier Westminster junto ao Parlamento, vai até Greenwich. Uma opção um pouco mais cara que ir de metrô ou de ônibus, mas vale a pena pela vista das margens do rio. Dica: comprar ticket só de ida, pois o último barco sai de Greenwich as 5 da tarde, daí o tempo pode ficar curto pra andar pelas ruas do bairro com dezenas de lojas, pequenas feiras, cafes e construções históricas.
Underground: Cutty Sark (DLR)


Bushy Park
Construído junto a Hampton Court Palace, que foi a moradia do rei Henry VIII, o parque possui centenas de hectares de área verde para lazer e prática esportiva, jardins, fontes com cascatas, algumas dezenas de alces entre outras atrações. Localizado a sudoeste de Londres, não há estações de metrô na região, porém ônibus e trens podem fazer a ligação a partir da área central.


Richmond Park
Também a sudoeste de Londres, o maior dos Royal Parks (1000 hectares), abriga mais de 700 alces. O rei Edward I no século XIV já praticava caça nesta região. Atualmente, há um campo de golfe dentro do parque, além de playground e um lago com pesca permitida.

Underground: Richmond

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aeroportos

Londres possui 5 aeroportos, sendo dois deles dentro dos limites da cidade: London Heathrow (LHR), o mais movimentado da Europa em número de pousos e decolagens. São 5 terminais que operam vôos por todo o mundo; e o London City (LCY), que opera vôos entre o Reino Unido, EUA e o resto da Europa.

Na região metropolitana (Greater London) localizam-se outros 3 importantes aeroportos: London Gatwick (LGW) – ao sul de Londres, o qual serve diversas partes do mundo inclusive muitas partidas e chegadas de vôos fretados (por agências de viagem); London Stansted (STN) – ao norte, de onde partem vôos na maioria operados por companhias de baixo custo; e London Luton (LTN) – também ao norte, com a maior parte dos vôos servindo ao Reino Unido e à Europa.

O deslocamento aos aeroportos é bem facilitado, com diversas opções de trem e ônibus para todos eles.

Entretanto, por causa da distância, o custo pode ser um pouco alto e deve-se considerar o preço de um ticket (trem ou ônibus) para deslocar-se ao aeroporto (ida e volta). No caso do Heathrow e do City, dependendo da quantidade de passageiros e malas, vale a pena marcar um minicab (veiculo privado, nao é taxi), pode sair até mais em conta que um trem, e mais confortável.

A questão da segurança e sempre diferenciada em aeroportos ingleses. No momento de passar pelo aparelho de raio-x passageiros devem tirar sapatos, cintos, relógios, casacos, carregar saquinhos plásticos com seus líquidos e cremes até 100ml (mais que isso deve ser despachado), portar apenas um volume de mão, entre outras exigências. No fim das contas é um pouco exagerado em termos de segurança e caça a terroristas. Embarcando em aeroportos do Oriente Médio a preocupação é bem menor e a fiscalizção está pouco se importando com líquidos e objetos de corte embarcados.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Clima e Temperatura

No último domingo de Março a Europa entra no horário de verão que perdura longos 7 meses até o último domingo de Outubro. Em Julho, por volta das 4 horas ja é dia em Londres e pode-se aproveitar a luz do sol até por volta das 21 horas! Por outro lado, em Janeiro, é tempo de almoçar e dizer “boa noite” por volta das 3 da tarde, os dias são bem mais curtos mas a vida nao para em função disso.

As quarto estações do ano em Londres são bem definidas, e podemos notar bem claramente nos parques da cidade através das cores características de cada época do ano.

O colorido da primavera percebe-se pela preservação das flores que funcionários dos Royal Parks trabalham duro para deixar a decoração dos ambientes de lazer mais atrativos aos moradores e turistas de Londres. Este cuidado existe ao longo do ano todo, inclusive nos períodos mais cinzas, no entanto, entre Abril e Maio que a natureza nos presenteia com os melhores cenários no dia-a-dia da cidade.








Entre Junho e Setembro a cidade está mais verde, além é claro de algum colorido que restou da primavera. Os dias sao longos, em geral com sol e algumas nuvens, e as temperaturas na média nao passam dos 25 graus. Alguns dias de “calor tropical” com termômetros atingindo impressionantes 30 graus e ocorrência até de temporais; mas se tivéssemos esta temperatura durante todo o verão seria insuportável, pois o ar é muito seco em Londres.



Vem o outono com temperaturas mais amenas a partir de Outubro. Em Novembro o verde das árvores da lugar às diversas tonalidades de folhas secas: amareladas, vermelhas, marrons, brancas. Estas, por sua vez, colorem os gramados dos parques durante algumas semanas até que chega o inverno.





Então entramos nos meses de escuridão entre Dezembro e Fevereiro, com as ruas e calçadas brancas de gelo ao amanhecer. Dias de neve e até fortes nevascas causam certo transtorno nos transportes urbanos e aeroportos. Passamos dias e noites com aquecedores (heaters, em inglês) ligados em casa e em todo lugar que se entre, como lojas, ônibus, escritórios etc, nem parece que lá fora esta fazendo zero grau.






Enfim, de volta a Março: sabemos que a natureza volta a florescer e novamente poderemos aproveitar a beleza dos parques londrinos.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Transporte em Londres

Londres possui uma vasta e eficiente rede de transporte público 24 horas. A organização é tanta que até greves (industrial action) são anunciadas com meses de antecedência pra que todos possam planejar suas jornadas no dia da paralisação. As opções mais importantes são:

Os famosos ônibus vermelhos de dois andares
Nao há cobrador como no Brasil. Ao entrar no ônibus o passageiro toca seu oyster card no sensor junto à cabine do motorista e os créditos são descontados do cartão. Quem está no segundo andar deve estar sentado, alguns motoristas não arrancam enquanto houver passageiros em pé no andar de cima ou nas escadas. Há também espaço reservado para cadeirantes (todos os ônibus têm rampa de acesso) e/ou carrinhos de bebê, até dois podem estar na área reservada ao mesmo tempo. Os antigos routemaster ainda podem ser vistos em duas linhas que fazem um trajeto turistico: o 15 de Trafalgar Square até Tower of London e o 9 de Aldwych até o Royal Albert Hall.


Metrô subterrâneo e de superfície (underground e overground)
O mais antigo metrô do mundo – data de 1863 a inauguracao da Metropolitan (primeira linha de trem urbano de Londres) ligando Paddington a Farringdon via King’s Cross pela superfície. Em 1890 foi inaugurada a primeira linha subterrânea, ligando Stockwell e King William Street. O oyster card (cartao eletrônico) também é a maneira mais barata e prática de pagar a tarifa do metrô. A cidade é dividida em zonas de 1 a 6 e a tarifa cobrada é conforme as zonas percorridas, sendo a zona 1 (central) a mais cara. Ha placares eletrônicos em todas as plataformas de todas as estações de Londres, informando o tempo que falta para passar o próximo trem. No site www.tfl.gov.uk ha todas informações de tarifas, trajetos, horários, tempo de viagem, notícias sobre eventuais atrasos etc...





Trens urbanos
Para deslocamentos às áreas mais distantes partindo de Central London há os trens que pode-se apanhar nas mesmas estações onde passam os metrôs. Custam um pouco mais caro que o metrô em razão da distância percorrida, mas são mais rápidos do que apanhar um ônibus por exemplo.

Aluguel de bicicleta (Cycle Hire Scheme)
Para quem mora em Londres ou pretende morar por pelo menos 1 ano há a opção de se tornar membro do Barclays Cycle Hire: recebe-se uma chave eletrônica pra liberar as bicicletas dos estacionamentos. Para quem vem passar poucos dias ou fazer intercâmbio por poucas semanas, pode-se usar um cartão de crédito ou débito na própria estação para liberar a bicicleta. Até 30 minutos sai de graça, até 1 hora de uso é descontado £1 do usuário, e assim sucessivamente. A cidade tem vários trechos com ciclovia – inclusive na área central, de fácil acesso, e parques com áreas reservadas a ciclistas. Motoristas em geral respeitam o ciclista – pois a lei é rígida – apesar do trânsito ser bem movimentado. A vantagem é praticar um exercício de vez em quando.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As Feiras de Londres (markets)

Impossível ir a Londres e não visitar os markets mais famosos da Europa. O inglês é tradicionalmente frequentador assíduo de feiras de todos os tipos, desde antiguidades e artesanato até frutas e verduras passando pelas mais variadas quinquilharias que o expositor tenha em casa e coloca a venda. Aqui vale a lei da pechincha.


Portobello Market (sábados, de manhã cedo até as 6 da tarde)
No coração de Notting Hill, área que ficou conhecida em razão do filme da década de 90 estrelado por Julia Roberts. A famosa livraria – Travel Bookshop – ainda está conservada originalmente em Blenheim Crescent, junto a Portobello Road, porém a casa da porta azul depois de ser vendida teve a porta pintada de preto e o número 280 da Westbourne Park Road tornou-se uma simples casa nessa valorizadíssima área da capital inglesa.

As bancas esplhadas por Portobello, ou stalls em inglês, vendem de tudo: prataria, discos, roupas, arte, colecionáveis, artigos de segunda mão. Ainda há dezenas de cafes e pubs espalhados por Notting Hill e com sorte pode-se esbarrar com alguns famosos que vivem ou viveram na região, como Madonna e Hugh Grant.


Underground: Notting Hill Gate

Camden Market
O maior movimento de turistas é nos finais de semana, porém a feira alternativa de Camden Town funciona todos os dias da semana num antigo estábulo e hospital de cavalos. Por lá se encontra de tudo, tudo mesmo. O público frequentador é o mais variado possível, incluindo punks, hippies, playboys, gente do mundo todo e de todas as tribos num só lugar, o que caracteriza bem a cara da cidade em termos de multiculturalismo.




A área entrou pro noticiário internacional quando da morte de Amy Winehouse que vivia numa casa no número 10 da Camden Square. A estrela era bem conhecida na região e dava shows de surpresa em pubs locais fazendo parcerias com artistas anônimos.


Underground: Camden Town 

Covent Garden
Localizado na área central de Londres, Covent Garden é o principal reduto cultural da cidade. Além de dezenas de teatros (Theatreland) e cinemas que fazem parte do cenário, o Covent Garden market funciona todos os dias da semana, porém aos sábados e domingos há mais opções de compra assim como de atrações culturais. Artistas de rua, como palhaços, malabaristas, imitadores, cantores de ópera fazem a alegria das famílias aos finais de semana.

Underground: Covent Garden

Brick Lane (domingos pela manhã)
Famosa pela comida asiática de rua e pela variedade de tecidos e roupas de segunda mão a venda. Brick Lane fica próxima a Liverpool Street em direção à zona leste da cidade. Também concentra gente de todo tipo, de culturas variadas.

Underground: Liverpool Street

Borough Market (quintas, sextas e sábados)
A feira alimentícia mais antiga de Londres (data do século XVIII). Fica próxima a London Bridge e à antiga área do presídio de Clink Street. Grande variedade de verduras, peixes, carnes, doces, frutas, bebidas etc…, de todas as partes do mundo e com preços bem variados – vale a pena pesquisar antes de pagar mais caro.

Underground: London Bridge

Estas são as mais populares, ainda existem centenas de feiras locais, em áreas mais afastadas do centro e bem menos conhecidas do grande público.