terça-feira, 3 de abril de 2012

Transporte em Londres em ano de Olimpíadas

Áreas de Londres II: St. John’s Wood

O luxuoso distrito de St. John’s Wood fica na City of Westminster, no limite com o Borough de Camden. Outras áreas próximas são Maida Vale, Regent’s Park e Kilburn. Mansões em centro de terreno com amplo espaço para estacionamento (incomum na região central), algumas com altos muros ou cercas-vivas. Segundo estatísticas, é o quinto post code (códgio postal) mais caro do Reino Unido e algumas das residências mais caras do mundo estão nesta área. O preço médio de uma casa era £2 milhoes em 2011.

Por esta vizinhança moram, por exemplo: o ex-Beatle Paul McCartney, no nº 10 da Cavendish Avenue (não aparece no Google, ele pediu que a foto fosse borrada), a modelo Kate Moss e o ator Ewan McGregor.

Beatles - Abbey Road, 1969
A principal atração turística de St. John’s Wood é a faixa de pedestres da Abbey Road, imortalizada na capa de um disco dos Beatles de 1969. Centenas de turistas aglomeram-se diariamente para atravessar a famosa rua. Mas a Abbey Road é bem mais movimentada do que naquela época, então pode-se imaginar os engarrafamentos principalmente em dias de semana ao fim da tarde, causados por filas de pedestres tentando a foto mais parecida com a original. O Abbey Road Studios fica bem em frente à tal faixa e a parte externa dos muros do estúdio são cobertas por assinaturas de fãs de todas as partes do mundo.

O Lord’s Cricket Ground, um dos principais estádios de críquete da Inglaterra, também fica nesta área. É o palco de grandes jogos deste esporte que se assemelha ao beisebol, muito popular por aqui e em ex-colônias britânicas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Áreas de Londres I: Bayswater

Ou devemos chamar de “Brasilwater”? Este famoso e movimentado distrito junto ao centro de Londres é um dos preferidos dos imigrantes brasileiros, alguns vivem por aqui há muitos anos. Além de ingleses, também residem, na maioria, imigrantes gregos, árabes, espanhóis e portugueses.

Localizado ao lado norte do Hyde Park, Bayswater faz divisa também com os distritos de Paddington, Notting Hill e Mayfair. As principais vias são Bayswater Road – junto ao Hyde Park, liga o oeste da cidade ao centro (Oxford Street); Westbourne Grove – com dezenas de restaurantes de diversas nacionalidades: tailandês, austríaco, italiano, persa, brasileiro (com direito a espeto corrido) e muitas outras especialidades; Queensway – a principal rua da área, encontra-se de tudo: pubs, supermercados, restaurantes, lavanderia, casas de câmbio, um shopping center com cinemas e lojas variadas etc...; e a Edgware Road, principal reduto árabe na região: ao passar por lá nos sentimos no Oriente Médio pela quantidade de placas escritas na língua deles. A rua é 24 horas, parece até que não dormem.

Outra facilidade são as opções de acomodação. Cerca de 5 mil leitos disponíveis em hotéis, hostels (albergues) e guest houses (casa onde o proprietário aluga vagas). 
Bayswater é amplamente servido por transporte, são quarto estações do underground (Queensway, Lancaster Gate, Bayswater, Royal Oak, além da vizinha Paddington com trens iternacionais; ainda passam mais de quinze linhas de ônibus por esta região.

As principais atrações ficam por conta nada mais, nada menos do que o Hyde Park e o Kensington Palace, e prédios e casas em stucco (aqueles prédios brancos chamados terraced, um colado ao outro), cenários de tantos filmes.


Rua em Bayswater

sábado, 31 de março de 2012

O dialeto Cockney

O termo Cockney surgiu há varios séculos. Os primeiros registros são do distante ano de 1368, e naquela época designava os nascidos na região leste de Londres (East End) – ao leste da City (centro de Londres): Whitechapel, Spialfields, Schoreditch, Limehouse, Bethnal Green, Hackney, Bow, Mile End e Aldgate, mais especificamente.

Já no século XVIII, o dialeto Cockney passou a ser amplamente falado e difundido entre os trabalhadores do principio da Revolução Industrial, para que os patrões (donos das fábricas) não soubessem o que estava sendo falado entre os empregados. Nesta época, outros distritos da cidade aderiram ao dialeto, como os ao sul do Thames: Bermondsey, Docklands, Peckham e London Bridge; e alguns mais ao norte – West Ham, Startford entre outros.

O Cockney é considerado um dialeto mas na prática trata-se apenas um jogo de vocabulário e rimas às vezes cômicas, mas quase sem sentido, que vai incorporando novas expressões e jogos de palavras para confundir os que não conhecem as tais girias. Mais recentemente (meados do século passado), o Cockney English foi absorvido por imigrantes caribenhos moradores do sul de Londres que eram perseguidos pela polícia, para que seus diálogos não fossem facilmente identificados pelas autoridades.

Entretanto, o Cockney influenciou também a cultura inglesa. Em músicas, livros e filmes por exemplo, o dialeto está presente: Stanley Kubrick em Clockwork Orange (Laranja Mecânica) de 1971, faz uso de vários vocábulos do Cockney; em algumas músicas de Adele também aparecem sinais do dialeto – a cantora é nascida no norte de Londres. Charlie Chaplin, nascido em Walworth (East London), também falava Cockney, porém não há sinais do dialeto em sua obra.

Hoje em dia adolescentes em geral têm suas próprias gírias (slangs, em inglês), muitas das quais inspiradas no antigo e no atual Cockney.

Alguns exemplos do Cockney English (antigos e atuais):

Adam and Eve: believe (acreditar)
Apples and pears: stairs (escadas)
Ayrton Senna: tenner (nota de £10)
Battle Cruiser: boozer (alcoolatra)
Bo peep: sleep (dormir)
Bob Hope: dope (qualquer droga ilícita)
Bread: money (dinheiro)
Brown bread: dead (morto)
Butcher’s hook: look (aparência)
Dog and bone: phone (telefone)
Gregory Peck: neck (pescoço)
Hampstead Heath: teeth (dentes)
Holy Ghost: toast (torrada)
Lady Godiva: fiver (nota de £5)
Mutt and Jeff: deaf (surdo)
Porky pies: lies (mentiras)
Rabbit and pork: talk (falar)
Steve McQueen’s: baked beans (feijão cozido)
Steffi Graf: laugh (rir)
Trouble and strife: wife (esposa)

Quem visita Londres talvez nem perceba se ouvir alguns desses termos como sendo uma gíria ou um truque linguístico. Só quem realmente fala o Cockney é que sabe o significado deste jogo de palavras.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pontualidade Britânica


Sempre que ouvimos falar em pontualidade britânica, logo pensamos em chegar na hora marcada. Pois é exatamente este o significado. Britânicos têm horror a chegar atrasados a qualquer ocasião, por mais informal que seja. Totalmente contrário ao que acontece com nós latino-americanos em geral, ou os italianos, ou os árabes entre outros. Quer ver um inglês se chatear e combinar um horário e atrasar 5 minutinhos que seja... eles incomodam-se demais com essa prática comum em outras culturas.

Basta olhar ao redor quando se caminha por Londres: relógios espalhados por toda parte. Em praças, prédios públicos, telhado de restaurantes, torres de igrejas ou o famoso Big Ben. E são construções antiquíssimas – ou pelo menos aparentam ser, o que mostra esse fascínio pela pontualidade e o controle do tempo ha vários séculos.

Greenwich
Hyde Park
Não que todos os relógios espalhados pela cidade estejam marcando a mesma hora: alguns estão parados, outros atrasados etc. O Big Ben marca a hora correta e por ser localizado em uma das torres do Parlamento a hora marcada por seus ponteiros é a oficial no Reino Unido.



quarta-feira, 28 de março de 2012

Como Londres está dividida


A capital do Reino Unido é subdividida em 33 councils: regiões administrativas autônomas, espécies de subprefeituras. A City of London é a mais antiga dessas áreas, tendo o restante da cidade crescido ao redor desta. A City ainda conserva seus antigos limites medievais de mais de 400 anos e possui uma superfície de pouco mais de uma milha quadrada, por isso a City é também conhecida como “The Square Mile”.

A City é conhecida internacionalmente por ser o principal centro financeiro da Europa e onde ficam o Bank of England (Banco Central da Inglaterra) e a LSE – London Stcok Exchange (Bolsa de Valores de Londres). 

Outros councils ou “mini-cidades” com o passar dos séculos foram se agregando a City. Entre as demais subprefeituras ou boroughs estão City of Westminster, Kensington and Chelsea, Lambeth, Hammersmith and Fulham, Tower Hamlets, Islington, Camden, Southwark etc.

Cada council, por sua vez, é dividido em districts, equivalentes a bairros no Brasil. Por exemplo, Westminster e possui 23 distritos como Bayswater, Paddington, Belgravia, Mayfair e Victoria; Camden é composto por 32 distritos como Hampstead, St. Pancras, Camden Town e Bloomsbury; e assim sucessivamente.

London Boroughs

terça-feira, 27 de março de 2012

Teatro em Londres

A área central de Londres é conhecida há mais de 200 anos como West End of London. Com o metro quadrado comercial mais caro da Europa, a região é a principal zona turística da cidade. Muito mais que apenas restaurantes, museus, casas noturnas, praças e grifes famosas, o emaranhado de ruas e calçadas movimentadas que não param 24 horas por dia concentra também a área conhecida por Theatreland – cerca de 50 teatros. Mais precisamente, nas imediações de Piccadilly Circus, Leicester Square, Covent Garden, Oxford Circus e Tottenham Court Road.

No Brasil, recentemente, começaram as montagens de alguns musicais internacionalmente famosos, porém ainda são poucas as atrações. Em  Londres, há montagens como por exemplo The Phantom of the Opera e Les Miserables, desde meados da década de 80. O não-musical The Mousetrap, do romance de Agatha Christie, há 60 anos em cartaz – “The world’s longest-running play”; outros espetáculos ficam em cartaz menos de 1 ano, ou um pouco mais. Alguns têm a temática infantil como The Lion King, desde 1999, um show de dança e cores; e o recente Shrek.

De qualquer forma, os teatros estão sempre lotados, de segunda a sábado, começando sempre as 19h30min. Aos domingos tradicionalmente não há apresentações.

Preços variam conforme o espetáculo e a posição da cadeira. Entre £15 ou £20 até £70 ou £80.


Jersey Boys - desde 2008

Então, para quem planeja vir a Londres, reserve uma noite para assistir a um musical, mesmo para quem não entende as falas dos atores, às vezes somente a montagem em si – figurino, trilha sonora, coreografias, já ta valendo a pena.

Veja algumas fotos do que está em cartaz no momento.

Singin' in the Rain - desde 2012
 
We Will Rock You - desde 2002

Chicago - desde 1997


Mamma Mia! - desde 1999


Les Miserables - desde 1986